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GAMA – Nem Kaká, muito menos Cristiano Ronaldo. A noite que fechou a temporada para a Seleção Brasileira foi do atacante Luís Fabiano. O jogador do Sevilla ofuscou o duelo entre os melhores do mundo e marcou três na incrível goleada de 6 a 2 da equipe de Dunga sobre Portugal, salvando, pelo menos aparentemente, o emprego do contestado treinador.
Em clima de festa no reinaugurado Estádio Bezerrão, na cidade-satélite do Gama (DF), o Brasil apagou a seca de gols em casa (não marcava há um ano), o futebol pragmático como anfitrião e a desconfiança do torcedor. Inspirado e contando com noite especial do camisa 9, a Seleção enfim retribuiu o carinho do público com espetáculo.
Grande parte dos holofotes, claro, estava voltada para o confronto entre Kaká e Cristiano Ronaldo. No entanto, quem saiu do gramado aclamado foi o ex-são-paulino, que termina 2008 exatamente como 2007: encerrando o jejum de gols brasileiro. Na despedida do ano passado, marcou os dois na vitória sobre o Uruguai, no Morumbi, até ontem os últimos gols da Seleção em casa.
Além de Fabigol, Maicon, Elano e Adriano (que entrou no fim) marcaram para o Brasil. Nani (que deu um susto na torcida ao abrir o marcador) e Simão descontaram para os lusos, estes sim com uma tremenda crise para administrar agora. Mal nas Eliminatórias européias, dificilmente os patrícios manterão no comando o técnico Carlos Queiróz, substituto de Felipão.
O resultado também fez bem a Dunga, que chegou a ser vaiado no começo do jogo (como já virou praxe), mas abafou, pelo menos por algum tempo, os rumores de demissão. O próximo jogo da Seleção é dia 10 de fevereiro, contra a campeã do mundo Itália, em Londres. Pelas Eliminatórias, o Brasil volta a campo no fim de março, quando visita o Equador em Quito.
Mesmo discreto, Kaká vence duelo com Cristiano Ronaldo
O oba-oba que terminou com gritos de olé começou cedo no Bezerrão. Políticos e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, inauguraram a modernização do estádio. Das tribunas, entre mulheres bonitas e gente influente, viram Pelé – usando um traje que mais parecia um pijama – ser homenageado pelos 39 anos do milésimo gol e dar o pontapé inicial. Também assistiram à volta do piloto Felipe Massa como carona no carro da maca. Romário estava lá, mas foi discreto.
No duelo dos melhores do mundo, Kaká foi um pouco melhor, pois participou bastante do jogo e mostrou concentração. Já Cristiano Ronaldo, tão festejado desde a chegada a Brasília, tentou alguns dribles, porém mais desfilou do que jogou.
Fonte:Jornal de Santa Catarina Edição On-line. |